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Por Sharon Begley

“O cérebro de um bebê é um trabalho em execução: trilhões de neurônios esperando para serem conectados dentro da mente. Pesquisas pioneiras mostram que as experiências vivenciadas durante a infância ajudam a formar os circuitos do cérebro para a música e a matemática, a linguagem e a emoção”.
Quando um bebê nasce, seu cérebro é uma confusão de neurônios, aguardando para serem tecidos na intrincada tapeçaria da mente. Alguns desses neurônios, previamente, no óvulo fertilizado, já terão sido conectados pelos genes em circuitos que comandam a respiração, controlam os batimentos cardíacos, regulam a temperatura do corpo ou geram reflexos, mas outros trilhões e trilhões são como os chips em um computador, isto é, antes que sejam carregados os programas (softwares), são puros e de um potencial quase infinito. Estes circuitos não programados poderão permitir à pessoa compor músicas e realizar cálculos, explodir em fúria ou se derreter em êxtase. Se os neurônios forem utilizados, se tornarão partes integrantes da circulação do cérebro, pela conexão a outros neurônios; se, ao contrário, não forem utilizados, poderão morrer. São as experiências da infância, determinando quais neurônios serão usados, que ligam os circuitos tão seguramente quanto um programador configura os circuitos de um computador. Quais teclas serão acionadas (que experiência uma criança vivenciar) determinarão se ela desenvolverá mais ou menos a inteligência, se será medrosa ou autoconfiante, articulada ou terá a língua presa. “Experiências precoces são tão poderosas que podem mudar completamente a maneira de ser de uma pessoa”, diz o pediatra neurobiólogo Harry Chugani, da Wayne State University.

 

O CÉREBRO LÓGICO

Do nascimento aos 4 anos

 

Crianças que recebem ensinamentos de conceitos simples, logo que dão os primeiro passos, ou seja, em idade bastante precoce, tais como, “um” e “vários”, saem-se melhor em matemática. Aulas de MÚSICA podem ajudar no desenvolvimento de habilidades espaciais.

 

O CÉREBRO MUSICAL

Dos 3 aos 10 anos

Os violonistas têm uma área maior de seu córtex sensorial (área em que as informações sensoriais são interpretadas para gerar sensações e percepções) dedicada aos dedos da mão esquerda, que dedilham as cordas do instrumento. Poucos violonistas que são concertistas começaram a tocar depois dos 10 anos de idade. É muito mais difícil aprender a tocar um instrumento depois de adulto.

 

O que podemos fazer: Cantar MÚSICAS com as crianças. Tocar MÚSICAS melódicas e estruturadas. Se uma criança demonstra aptidão ou interesse MUSICAL, devemos pôr um instrumento em sua mão o mais cedo possível.

 

O CÉREBRO E A MÚSICA

Para que o cérebro desenvolva todo o seu potencial, são necessários estímulos, agindo diretamente em suas centrais de comunicação.
Na infância, em especial, este conjunto de estímulos proporciona o desenvolvimento das fibras nervosas capazes de ativar o cérebro e dotá-lo de habilidades.

 

 Aprender a tocar um instrumento musical ajuda a tornar seu filho mais inteligente?

 

Aulas de MÚSICA na infância realmente fazem o cérebro crescer. Pesquisadores alemães descobriram que a área utilizada para analisar sons MUSICAIS é, em média, 25% maior nos MÚSICOS. Quanto mais cedo começar o treino MUSICAL, maior será a área do cérebro.

 

Aulas de MÚSICA melhoram as habilidades matemáticas das crianças.
Descobertas oferecem uma ferramenta de ensino potencialmente poderosa, capaz de estimular as crianças estudantes do segundo grau a dominar os conceitos de raciocínio do sexto grau.
Os estudos indicam que o treinamento em MÚSICA gera as conexões nervosas que são usadas para entender os conceitos matemáticos.

 

Evolução impõe que nossos conceitos sejam revistos continuamente, abrindo portas e janelas para o novo, o importante é lembrar que nunca é tarde quando o assunto é QUALIDADE DE VIDA.

 

 Venha você também transformar sua vida e aproveitar dos benefícios de um MOMENTO MUSICAL!!!

 

Textos retirados do livro: A importância da música para as crianças (i-musica – Instituto Abemúsica pela educação musical) – 3 edição – 2012.